Biocombustíveis avançados

O FRACO DESEMPENHO DOS VEÍCULOS HÍBRIDOS NO QUE CONCERNE À REDUÇÃO EFETIVA DE EMISSÃO DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA, VEM DAR RELEVO À IMPORTÂNCIA DOS BIOCOMBUSTÍVEIS AVANÇADOS PRODUZIDOS EM PORTUGAL

 

O comunicado emitido pela associação ambientalista ZERO que teve por base um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente, relativamente ao fraco desempenho dos veículos híbridos no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa vem valorizar, ainda mais, a produção dos biocombustíveis avançados em Portugal. A utilização de biocombustíveis avançados, obtidos a partir da utilização de matérias primas residuais são, de facto, a grande opção do momento em termos de redução de CO2 e a mais importante rampa de lançamento para a descarbonização em 2050.

A importância dos produtores de biocombustíveis avançados, desde os pequenos produtores até à Galp/Enerfuel e à PRIO agiganta-se, sob vários aspetos dos quais os mais importantes são não só a efetiva contribuição para a diminuição de poluição atribuída ao setor dos transportes e o contributo que dão para solucionar e valorizar resíduos, que de outra forma seriam eliminados, mas também o forte arrasto que produzem nas cadeias de valor desses resíduos, nomeadamente na dos óleos alimentares usados e na das gorduras animais.

A Galp/Enerfuel produziu, em 2019, 23kton de biocombustíveis avançados que equivalem uma redução na emissão de CO2 de 68Kton e a PRIO avança para a produção de biocombustíveis para navios, outra fonte importante para a redução de CO2.

Investimentos de altíssima qualidade na valorização de óleos alimentares usados e das gorduras animais, entre os quais os do grupo ETSA, contribuem para a qualidade dos biocombustíveis avançados e para a sustentabilidade ambiental em Portugal, desempenhando uma função particularmente importante em todo este processo.

Os operadores de tratamento intermédio detentores de licenças para a operação de gestão de Óleos Alimentares Usados e Gorduras Alimentares e outros biorresíduos, que a APOREB representa, estão na base de toda esta cadeia de reinserção de matérias residuais no processo produtivo, ao serem responsáveis pela criação de  redes de recolha que se preveem cada vez mais eficientes.

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