Combustíveis Avançados

O estímulo à produção de biocombustíveis avançados, que obriga a alterar a tipologia dos investimentos atuais, tem que ser cada vez mais eficiente.

Por decisão da OPEP vai existir um aumento da produção de petróleo, mais especificamente 400 mil barris por dia, até ao final de 2022.

Analisados os motivos, a pandemia COVID-19 está no epicentro desta necessidade uma vez que, tendo a exploração fóssil diminuído durante a fase de maior incidência da pandemia por diminuição do consumo, voltou a subir após esse período.

Analisadas as diferentes perspetivas das economias mundiais, obtemos uma tentativa de diminuição do preço dos combustíveis pelos EUA e uma tentativa de manutenção dos preços em alta por outras economias produtoras de petróleo, nomeadamente o Kuwait.

Esta necessidade imperiosa de combustíveis fósseis não só revela a ainda incipiente oferta de biocombustíveis para o setor dos transportes e outros, como a importância vital dos produtores de combustíveis tradicionais, a nível mundial.

A APOREB – Associação Portuguesa de Resíduos para a Bioenergia partilha a opinião mundial da necessidade de existir uma alternativa aos combustíveis fósseis, eficiente e eficaz, tanto em termos de quantidade de produção disponível para consumo, como na redução das emissões de CO2 que lhe deve ser diretamente proporcional. Para que isto aconteça é necessário defender uma transição equilibrada, que preserve a dimensão dos investimentos dos produtores de combustíveis fósseis, para preservar, simultaneamente, a sua relevância social em termos da empregabilidade.

Manter estes gigantes saudáveis, enquanto estes caminham para a produção de biocombustíveis, é vital.

A produção de biocombustíveis avançados, a partir de resíduos, exige uma atenção redobrada dos legisladores. Uma das matérias-primas secundárias de relevante importância, para a produção desta tipologia de biocombustíveis, são os óleos alimentares usados, OAU, que não só produzem biocombustíveis de alta eficiência em termos da redução de emissões de CO2, como constituem uma necessidade, em termos de recolha e tratamento, para que seja anulado o seu impacto ambiental no domínio hídrico e nos solos.

A APOREB dará uma atenção especial a todos os operadores de recolha e tratamento de OAU, protegendo a sua permanência no mercado, face à sua capital importância nesta transição que ainda se encontra no início.

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