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Um estudo europeu, recente, indica os aspetos que contribuem para a aceitação ou a rejeição da utilização de biocombustíveis.

Face à importância dos biocombustíveis para a transição energética, é interessante verificar o que influencia positivamente os índices de aceitação das populações, para que adiram ao consumo e à utilização de biocombustíveis no seu dia-a-dia, ou no que é necessário atuar para eliminar a sua rejeição.

O que de mais importante foi verificado, para a aceitação imediata na utilização de biocombustíveis, foram os seguintes aspetos:

  • Incentivos económicos ao seu consumo e produção;
  • Compatibilidade dos motores dos automóveis, existentes, com a matéria-prima sustentável utilizada na sua produção;
  • Sensibilização das populações que conduzam ao conhecimento, confiança e espírito eco.

O que joga contra:

  • Os preços elevados;
  • A sua limitada disponibilidade no mercado;
  • A utilização de matérias-primas não sustentáveis, na sua produção.

Analisando bem estas conclusões do estudo, importa referir que ainda existe muito a fazer até atingirmos o ponto de viragem do consumo clássico de combustíveis fósseis. Será necessário atuar sobre os aspetos tecnológicos, económicos e de mercado, político-administrativos e sociais.

Curiosamente, estudos feitos na China, e no Irão, indicam que os fatores mais relevantes para o consumo de biocombustíveis, e aceleração da transição energética, são os aspetos sociais e ambientais, nomeadamente, a noção da responsabilidade coletiva para a obtenção de condições de vida mais saudáveis e ambientalmente corretas.

Esta constatação exige reflexão, uma vez que estando a Europa em primeiro lugar na produção de legislação para a obtenção de emissões “zero”, seja a China, ainda com um alto nível de poluição, a revelar maior empenho na questão da sensibilização para a mudança.

 

Referências: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1364032122000430